Celso de Mello disse que o STF não pode ser usado como “escudo protetor de desvios individuais”. A fala dele saiu em meio à crise após mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro no relatório da Polícia Federal.
Celso de Mello pede transparência e reforça que “nenhuma autoridade está acima da lei”
Celso de Mello afirmou que condutas ilícitas ou comportamentos eticamente censuráveis não podem jogar no STF uma “sombra corrosiva da suspeita”.
Ele também disse que “nenhuma autoridade está acima da lei” e que o cargo não pode servir para fugir do escrutínio público.
Crise no STF envolve mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro
A manifestação foi enviada à coluna em meio à crise após a divulgação de mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro em relatório da Polícia Federal.
Celso de Mello defendeu a publicidade dos julgamentos como forma de controle democrático. Ele disse que, quando está em jogo o interesse da sociedade e a integridade das instituições, não deve haver espaço para “sombras” ou decisões fora do conhecimento dos cidadãos.
O texto também ocorre depois que 13 ex-ministros do STF, incluindo Celso de Mello, enviaram uma carta ao presidente do Supremo, Edson Fachin. No documento, os signatários pediram rigor na apuração das denúncias e a realização de uma sessão pública do Plenário.
Pedido de sessão pública do Plenário mira denúncias contra ministros do STF
Na carta, os ex-ministros classificaram o momento como a “mais aguda crise” da história do Supremo.
Eles defenderam a apuração imediata dos fatos sob o devido processo legal.
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