PF encontra documento que leva a suspeitas sobre operação antiga da AgeRio durante apuração do Master

A Polícia Federal encontrou, em meio às provas do caso RioPrevidência e Banco Master, um documento que abre uma nova linha de investigação sobre uma operação antiga da AgeRio. A descoberta apareceu durante a Operação Barco de Papel e muda o rumo das perguntas sobre o que estava registrado nos autos.

Operação Barco de Papel saiu do Master e puxou a AgeRio

A PF investigava os bilhões de reais do RioPrevidência direcionados ao Banco Master. Durante o trabalho, surgiu um papel que não tratava do Master, mas acabou levando a detalhes sobre a AgeRio.

O documento foi incorporado às peças do caso no Supremo Tribunal Federal (STF) e aparece nos autos com a identificação do termo de apreensão como bem nº 2026.59083.

Fernanda Pereira da Silva Machado é apontada como participante do credenciamento

Um dos alvos da Operação Barco de Papel foi Fernanda Pereira da Silva Machado, que ocupou a Gerência de Controle Interno e Auditoria do fundo previdenciário estadual. Segundo a PF, ela participou do processo de credenciamento do Banco Master e da Planner Corretora, e assinou o atestado de credenciamento sem as análises técnicas obrigatórias.

A Procuradoria-Geral da República incorporou a descrição ao pedir o aprofundamento das investigações. Foi na busca contra Fernanda que apareceu o fio que leva à AgeRio.

No depoimento prestado à Polícia Civil por Ricardo Iracy Igayara, ex-sócio da Reginalves, consta a participação da AgeRio e um financiamento de R$ 20 milhões em abril de 2014. O terreno citado teria sido avaliado em R$ 25,4 milhões, e Ricardo compara esse valor com a compra do terreno por cerca de R$ 1,2 milhão e a avaliação em aproximadamente R$ 1,8 milhão no momento em que ele tomou posse.

Resposta sobre a AgeRio depende de novos papéis no inquérito

Até agora, os documentos analisados não ligam as duas operações. O material encontrado aponta para uma suspeita documental, mas não confirma, por si só, fraude ou participação da AgeRio no esquema investigado no Master.

A PF diz que, para avançar, seria necessário comparar o laudo de avaliação usado pela AgeRio, o contrato do financiamento, a matrícula histórica do imóvel e o processo administrativo que autorizou a operação.

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