Um levantamento do Observatório IA nas Eleições identificou 413 conteúdos políticos sintéticos na pré-campanha entre 1 de janeiro e 15 de agosto de 2026. A pesquisa destaca Flávio Bolsonaro e o PL como os que mais usam esse tipo de recurso antes do TSE apertar as regras.
TSE aperta regras, mas pré-campanha já tinha 413 conteúdos sintéticos
Antes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) endurecer as regras sobre deepfakes na eleição, partidos e candidatos ampliaram o uso da tecnologia.
Segundo o Observatório IA nas Eleições, mantido pela Data Privacy Brasil e pelo Aláfia Lab, os conteúdos apareceram com uso político, inclusive para atacar adversários.
63% não foram sinalizados como IA e Lula lidera como alvo
O estudo contou 413 conteúdos políticos sintéticos publicados na pré-campanha no período de 1 de janeiro a 15 de agosto de 2026.
Desses, 63% não foram sinalizados como sendo fruto da IA e 40% tinham desinformação, o que viola normas da Justiça Eleitoral.
Entre os alvos, Lula aparece no topo: mais de 25% dos conteúdos (112) manipularam a imagem ou a voz do petista. Flávio Bolsonaro teve 57 casos, Jair Bolsonaro 38, e Nikolas Ferreira 10.
PL e Flávio Bolsonaro somam mais casos e TSE proíbe certos “graus de realismo”
O levantamento aponta Flávio Bolsonaro e o deputado Mário Frias como principais adeptos da ferramenta entre os políticos, com o PL na liderança do uso para se comunicar com o eleitor.
O TSE exige que as candidaturas informem, de modo explícito e acessível, que o conteúdo foi fabricado ou manipulado e qual tecnologia foi usada. Depois que o PL exibiu um avatar do ex-presidente Jair Bolsonaro na convenção do partido, em julho, o tribunal definiu que conteúdos com “grau de realismo ou verossimilhança” não podem ser usados na propaganda eleitoral.
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