Projeto na Alerj aprova checagem de antecedentes para motoristas de app no RJ

Um projeto em tramitação na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) quer impedir que pessoas condenadas definitivamente por crimes de violência contra a mulher trabalhem como motoristas de aplicativos no estado. O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta terça-feira (15) e agora vai ao plenário.

CCJ da Alerj aprova regras para cadastro e checagem de motoristas em apps

O projeto determina que as plataformas verifiquem os antecedentes criminais dos motoristas no momento do cadastro.

O texto também exige consultas periódicas para manter essa checagem ao longo do tempo.

Checagem vai usar certidões e mira condenações por violência e crimes ligados ao gênero

A proposta diz que a verificação deve considerar, no mínimo, certidões de antecedentes emitidas pelos órgãos competentes.

O projeto cita condenações definitivas por violência doméstica e familiar contra a mulher, crimes contra a dignidade sexual, feminicídio, perseguição e ameaça em contexto de violência de gênero.

O texto tem autoria da deputada estadual Sarah Poncio (SDD).

Apps terão canais de denúncia e proposta segue para análise no plenário

Além da checagem, a proposta prevê que os aplicativos disponibilizem canais acessíveis para denúncias e mecanismos simplificados para passageiras comunicarem casos de violência ou assédio durante as corridas.

Sarah Poncio afirmou: “Se existe uma condenação definitiva por violência contra uma mulher, não faz sentido ignorar esse histórico quando o serviço coloca esse motorista em contato direto e privado com outras passageiras”.

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