Pesquisa aponta estiagem e falta de água como impacto mais forte no Centro-Oeste

Uma pesquisa da Nexus aponta que os efeitos da estiagem e do calor extremo atingem o Centro-Oeste com mais força do que o restante do país. No último ano, 39% dos moradores citaram seca prolongada e falta de água como um dos principais impactos.

Pesquisa da Nexus mede como o clima afetou o Centro-Oeste no último ano

O levantamento destaca que a região sentiu os eventos climáticos extremos de forma mais intensa. A percepção dos moradores coloca a seca e a falta de água entre os efeitos mais lembrados.

Calor aparece em 63%, e seca prolongada fica em 39% no Centro-Oeste

Segundo a pesquisa, 39% dos moradores do Centro-Oeste citam a seca prolongada e a falta de água. Esse número fica quase duas vezes acima da média nacional, de 22%.

O calor também aparece com força. Temperaturas acima do normal e ondas de calor intenso foram citadas por 63% dos entrevistados da região.

Chuvas excessivas e alagamentos aparecem com 20%. Tempestades de vento e granizo foram relatados por 14% dos moradores, com a possibilidade de citar mais de uma ocorrência.

El Niño tem baixo conhecimento e moradores cobram mais preparo

O estudo mostra baixo nível de informação sobre o El Niño no Centro-Oeste. 40% afirmam não conhecer o fenômeno, acima da média nacional de 36%.

Depois de receberem uma explicação sobre os efeitos do El Niño, 53% dos entrevistados passaram a demonstrar alto grau de preocupação. Sobre a resposta dos governos locais, 61% dizem que a cidade está “nada preparada” e 20% avaliam como “muito pouco adequada”. Apenas 2% apontam preparação total.

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