Autoridades americanas disseram ao Wall Street Journal que os Estados Unidos dispararam entre 70 e 80 interceptores durante um ataque de mísseis iranianos contra a Jordânia na semana passada. O caso entra no debate sobre reposição de estoques e capacidade de defesa aérea.
Uso alto de interceptores na ofensiva reacende discussão sobre reposição de munição
O Wall Street Journal relata que o volume usado em um único ataque equivale ao que os EUA gastaram em uma semana inteira em outros momentos da guerra. A reportagem também cita que a escalada mostra uma adaptação dos ataques do Irã para tentar sobrecarregar as defesas americanas.
As autoridades ouvidas pelo jornal afirmam que os mísseis usados na ofensiva carregavam ogivas capazes de se fragmentar em vários projéteis durante a aproximação do alvo. Mesmo com resposta dos EUA, parte dos ataques atingiu a Base Aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia, onde há tropas e aeronaves dos Estados Unidos.
Patriot e Thaad foram acionados para conter cerca de 20 mísseis balísticos, segundo WSJ
As fontes disseram que foram usados entre 60 e 70 mísseis Patriot e mais de uma dúzia de interceptores do sistema Thaad. Elas apontam que a contenção foi para cerca de 20 mísseis balísticos lançados pelo Irã.
A reportagem situa o ataque numa sequência de ofensivas que, segundo autoridades americanas, ficaram mais complexas ao longo da guerra. O texto cita que o Irã passou a combinar mísseis, trajetórias, manobras e ogivas para explorar limitações das defesas.
Em julho, três militares americanos morreram em um ataque iraniano com mísseis contra a Jordânia. O artigo também relata que, antes da ofensiva, Teerã teria obtido imagens de satélite de alta resolução da base militar com ajuda de entidades chinesas.
Pentágono nega escassez e Trump diz que produção foi ampliada
O consumo de interceptores ocorre enquanto os EUA enfrentam dificuldades para repor parte do arsenal usado no conflito, de acordo com um relatório do inspetor-geral do Departamento de Defesa citado pela reportagem. O texto afirma que o documento apontou déficits estratégicos nos estoques e gargalos na indústria responsável por reposição de munições.
Segundo o Wall Street Journal, alguns oficiais americanos consideram críticos os níveis de determinados interceptores PAC-3 Patriot e de mísseis ATACMS armazenados na Europa, e a reconstrução dos estoques poderia levar anos. Já o Pentágono nega escassez: Sean Parnell disse que as notícias de munições acabando são “completamente falsas”. Donald Trump afirmou na segunda-feira que os EUA têm um grande número de interceptores armazenados e ampliam a produção. Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA, declarou à CBS que não está preocupado com escassez e que as Forças Armadas estão preparadas para diferentes cenários.
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