Fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho podem aumentar custos e levar empresas a reorganizar equipes e operação. É o que aponta pesquisa da Carreira Muller com 486 companhias, sobre a PEC 221/2019.
Regras na jornada podem exigir mudança de turnos e da operação
Com a possível redução da jornada máxima e a troca do descanso, as empresas devem mexer na organização do trabalho. A proposta prevê reduzir gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e criar dois dias de repouso remunerado.
O texto já passou pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado no início de setembro. Agora, a PEC aguarda votação em plenário.
486 empresas: 90,13% esperam impactos e 82,96% citam custos
Do total de companhias ouvidas, 90,13% esperam impactos da PEC 221/2019. Entre elas, 82,96% apontam o aumento dos custos trabalhistas como principal preocupação.
A pesquisa também mostra pressão para ajustar escalas e turnos. Esse ponto aparece para 77,63% das empresas, enquanto 44,75% relatam dificuldade para manter o nível operacional.
Entre as áreas mais afetadas, a pesquisa cita operações e produção, com 72,37% das respostas. Em seguida vêm logística, com 36,99%, e atendimento ao cliente, com 24,43%.
Pequenas e médias ainda não sabem prazos e mudam antes de contratar
Segundo a Carreira Muller, pequenas e médias empresas enfrentam falta de estrutura em Recursos Humanos para reorganizar jornadas, escalas e equipes. Apenas 3,42% se consideram totalmente preparadas, e 9,59% dizem que não estão preparadas.
Na hora de definir prazos, 43,84% ainda não sabem quando começariam a implementar mudanças. A pesquisa aponta que 37,67% citam revisão dos turnos como alternativa e 35,16% falam em contratação de novos colaboradores.
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