O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira, 17, reajuste de 15,04% no Bolsa Família. A mudança eleva o piso de R$ 600 para R$ 691 e entra na reta final da eleição presidencial.
Reajuste do Bolsa Família sai com 17 dias para o primeiro turno
O governo anunciou a correção a 17 dias do primeiro turno. A distância entre a mudança do benefício e a eleição presidencial ficou como a menor em comparação com correções gerais em anos eleitorais recentes.
O governo diz que o reajuste corresponde à recomposição inflacionária do benefício. O novo piso começa a ser pago na folha de outubro.
Valores, percentual e comparação com reajustes de anos eleitorais
Lula anunciou reajuste de 15,04% e fixou o piso do programa em R$ 691. Antes, o piso era de R$ 600.
Em 2022, durante o governo Jair Bolsonaro, o Auxílio Brasil passou de R$ 400 para R$ 600, com alta de 50%. O aumento foi definido pela Emenda Constitucional nº 123 e ficou em vigor de agosto a dezembro daquele ano.
Em 2014, no governo Dilma Rousseff, os benefícios do Bolsa Família foram reajustados em 10%. Em 2018, na gestão Michel Temer, o valor médio do benefício teve correção de 5,67%.
Disputa com Flávio Bolsonaro envolve pesquisas e cronograma do pagamento
O anúncio ocorre com disputa apertada entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta mostra Flávio numericamente à frente em eventual segundo turno por 46,8% a 46,4%, diferença de 0,4 ponto percentual dentro da margem de erro de um ponto.
No primeiro turno, Lula aparece com 44,1% das intenções de voto, contra 41,7% de Flávio. A pesquisa ouviu 5. 018 eleitores entre 11 e 16 de setembro.
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