A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Infiltrados nesta sexta-feira (18) e cumpriu quatro mandados de prisão preventiva contra chefes de uma organização criminosa. A PF informou que o grupo desviou R$ 45 milhões de correntistas e beneficiários da Caixa Econômica Federal.
Operação Infiltrados mira quadrilha por fraudes contra correntistas e beneficiários da Caixa
A ação foi feita para desarticular a organização criminosa investigada pela PF. Segundo a polícia, o esquema envolveu subtração eletrônica de valores.
A PF também destacou que o grupo tentou atrapalhar as apurações. A investigação cita ameaças a investigadores e tentativa de cooptação de servidores da Justiça Federal.
Segunda fase cumpre quatro prisões no Rio e em São Paulo; PF cita uso de dados sigilosos
Os agentes saíram para cumprir quatro mandados de prisão preventiva contra os chefes do grupo investigado. As prisões ocorreram nas cidades do Rio e São Paulo.
Até o momento, três pessoas já foram presas. A PF afirmou que o grupo teria usado dados sigilosos para fazer a subtração eletrônica dos valores e contava com apoio de pessoas ligadas à contravenção.
Na primeira fase, deflagrada em julho deste ano, a PF identificou o esquema e o desvio de dinheiro. Com o aprofundamento do trabalho, a polícia disse que encontrou participação de servidores públicos e outras pessoas que, segundo a PF, ajudavam a vazar informações privilegiadas e atrapalhar as apurações.
Investigados podem responder por novos crimes após esquema de fraudes e obstrução
Os investigados já respondem por furto mediante fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A PF informou que eles também poderão responder por crimes de obstrução violenta de justiça e violação de sigilo funcional.
A PF ressalta que isso vale sem prejuízo de eventuais outros delitos revelados no decorrer das apurações.
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