Uma operação para levar mais de 4 mil migrantes de acampamentos nas praias de Ceuta para um alojamento temporário no porto terminou em tumulto e confronto com a polícia na quinta-feira, 17.
A ação envolveu um espaço com capacidade para apenas 1.800 pessoas, o que aumentou a disputa por vagas.
Falta de vagas em abrigo temporário no porto vira briga com a polícia em Ceuta
O transporte de milhares de migrantes, que estavam em acampamentos improvisados nas praias de Trampolín e Benítez, provocou confusão no porto de Ceuta.
Imagens da TVE mostraram migrantes tentando conseguir lugar no alojamento temporário, com uso de cassetetes e disparos de balas de borracha para dispersar a aglomeração.
Mais de 4 mil seriam removidos, mas o local comporta só 1.800; muitos ficam fora
A operação tinha como objetivo retirar mais de 4 mil migrantes das áreas litorâneas de Trampolín e Benítez e levá-los para o novo centro de acolhimento temporário.
O alojamento temporário monta no porto tem capacidade para apenas 1.800 pessoas, e milhares devem ficar fora, mesmo com o espaço oferecendo chuveiros, banheiros, alimentação e camas.
Há uma semana, mais de 800 migrantes foram transferidos para outro local improvisado, chamado Los Rosales, em uma operação que também teve tumultos.
Decisões judiciais liberaram mudança e governo tira controle regional da instalação
O deslocamento para o porto foi autorizado depois que decisões judiciais derrubaram obstáculos ao funcionamento do local.
Um sindicato policial pediu a suspensão da transferência e houve questionamentos sobre a proximidade do alojamento com infraestruturas consideradas estratégicas, até o governo do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, retirar da administração regional de Ceuta o controle da instalação.
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