Irã condena Taraneh Rahimi à morte aos 21 anos e mantém jovem no corredor da morte

O Irã mantém Taraneh Rahimi no corredor da morte, mesmo depois de ela ter sido condenada à morte em 31 de agosto por participação em incidentes durante protestos em Isfahan. A jovem, que completou 21 anos já presa, aguarda a execução.

Protestos no Irã levaram a repressão e a prisões em massa, dizem organizações

Em janeiro, Taraneh Rahimi e sua irmã gêmea, Romina, entraram em protestos contra autoridades na cidade iraniana de Isfahan. O movimento cresceu após o fim de dezembro, quando o aumento do custo de vida impulsionou uma onda nacional.

Segundo organizações de direitos humanos e investigadores da ONU, a repressão aos protestos aconteceu com violência e resultou em dezenas de milhares de prisões. A onda durou até o final de janeiro.

Prisão após batida e condenação ligada a incidentes em praça

Taraneh foi presa uma semana depois dos protestos, durante uma batida policial na casa onde ela morava. O grupo Hengaw, sediado na Noruega, e a ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, dizem que ela recebeu a sentença por participação em incidentes em uma praça.

Os incidentes ocorreram em uma praça e deixaram dois mortos, entre eles um integrante das forças de segurança. A família relata que Taraneh “sofre torturas físicas e constante tortura psicológica”, segundo a AFP, e o primo Masud Nourmohamadi diz que ela assinou confissões sob ameaça.

Execuções após julgamentos contestados e possibilidade de recurso da sentença

A sentença de Taraneh ainda pode ser contestada. Mesmo assim, o Irã já executou 29 pessoas em conexão com os protestos, e todas eram homens.

Ativistas dizem que o enforcamento de manifestantes serve para semear medo na população, enquanto as autoridades iranianas afirmam que agem contra os instigadores. O governo também descreve os protestos como “distúrbios fomentados pelo exterior”.

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