Teste do DNIT na BR-259 corta custo de manutenção em 95% com agregado siderúrgico

O DNIT testou agregado siderúrgico na BR-259, no Espírito Santo, para melhorar uma rodovia não pavimentada e reduziu em 95% o custo de manutenção em relação ao solo natural. A experiência foi apresentada na ABM Week 10, em São Paulo.

ABM Week 10 discute uso de materiais secundários para melhorar estradas sem pavimento

A mesa-redonda “Aplicação sustentável de materiais secundários para revestimento primário em vias” tratou do uso de agregados siderúrgicos como alternativa para reduzir gastos com manutenção.

O encontro também discutiu durabilidade das vias, impactos ambientais e regras para aplicar materiais secundários vindos da mineração e da siderurgia na infraestrutura viária.

Experimento na BR-259 usou recicladora para achar mistura entre solo local e agregado

Segundo Luciana Michèlle Dellabianca Araújo, o DNIT fez um trecho experimental na BR-259 para avaliar o material bruto como promotor de melhoria da trafegabilidade.

O órgão fez levantamentos em campo e estudos em laboratório para definir a melhor composição entre o solo local e o produto. A execução do serviço contou com uma recicladora para acelerar a produção da camada de melhoramento.

No comparativo por três anos, a manutenção de 31 km em solo natural ficou perto de R$ 9 milhões. No trecho com agregado siderúrgico, os serviços para correção de defeitos somaram cerca de R$ 430 mil.

Norma ainda em desenvolvimento guia ajustes na especificação e abre foco para novas rotas

Luciana disse que parte dos problemas no trecho experimental ocorreu porque a norma ainda está em desenvolvimento. As lições do teste entram nos ajustes da especificação para melhorar a qualidade do serviço.

A proposta citada no evento é avançar a aplicação em rodovias não pavimentadas, com a BR-259 como uma das iniciativas previstas.

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