O papa Leão XIV fez um apelo pela paz na Europa e criticou a “espiral de mentiras e engano” nas relações internacionais. Ele encerrou uma viagem de quatro dias à França marcada por multidões.
Visita à França mistura paz, guerra na Europa e convite ao diálogo
No discurso em Metz, no leste francês, Leão pediu “coragem na negociação e compromisso para pôr fim à guerra no continente”. Ele citou a guerra da Rússia com a Ucrânia.
O papa também falou sobre o continente europeu como um possível contrapeso às grandes potências. Ele voltou a defender “direito internacional e o multilateralismo”.
Metz marca a viagem: história europeia, imigrantes e críticas
Leão escolheu Metz, onde nasceu Robert Schuman (1886-1963), um dos “pais fundadores” da União Europeia. O Vaticano quer beatificar Schuman.
Na avaliação de Leão, as relações humanas e entre os Estados “tornam-se cada vez mais bárbaras”. Ele pediu que a Europa encerre a “espiral de mentira e engano”.
O papa pediu “integrar” os imigrantes e alertou contra “a ilusão do rearmamento”. Ele relacionou a fala ao aumento dos gastos militares dos países europeus.
Macron acompanha e país se aproxima de eleições em 2027
Ao lado do presidente francês, Emmanuel Macron, o papa ouviu um pedido para não ceder ao “retorno dos nacionalismos”. Macron convidou sem sucesso outros líderes da União Europeia para o evento.
O papa também fez um pedido à Virgem de Lourdes: “Conceda à França governantes sábios e generosos (…) Que mantenham o país em paz no concerto das nações”. Segundo o Vaticano, Leão levou às ruas do país laico mais de 1,3 milhão de fiéis.
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