O governo de Donald Trump anunciou a revogação ou restrição de vistos de 27 autoridades, ex-autoridades, empresários e familiares de países da América Latina. A medida cita envolvimento com corrupção ou narcotráfico e afeta pessoas da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru.
Medida dos EUA mira corrupção e narcotráfico em aliados na região
O Departamento de Estado dos Estados Unidos disse que a ação mira estrangeiros envolvidos em corrupção ou narcotráfico.
O governo americano relaciona a iniciativa a uma estratégia para ampliar a cooperação com governos latino-americanos no combate ao narcotráfico e ao crime organizado.
Roger Mariaca e familiares têm vistos revogados ou passam a ser inelegíveis
Entre os alvos está o procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca, eleito em 2024 para um mandato de seis anos.
Segundo Washington, Mariaca teria solicitado e aceito subornos para facilitar o narcotráfico e teria ajudado “criminosos violentos a escapar da Justiça”. O Departamento de Estado afirmou que ele e seus familiares imediatos foram considerados inelegíveis para entrar nos Estados Unidos.
A decisão foi baseada na seção 7031(c) da legislação americana, que permite designar estrangeiros com “informações confiáveis” sobre corrupção significativa ou graves violações de direitos humanos.
Colômbia, Equador e Peru também entram na lista; regra vale para vistos e entrada
Na Colômbia, a medida atinge o empresário Euclides Antonio Torres Romero e a senadora Martha Isabel Peralta Epieyú.
O Departamento de Estado também anunciou restrições para dois cidadãos do Equador e para o juiz constitucional peruano Juan Carlos Núñez Matos.
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