O TSE vai fazer um “intensivão” para julgar, em até 30 dias, os registros de candidaturas de políticos suspeitos de ligação com o crime organizado. O objetivo é zerar, nesse período, a análise desses pedidos.
TSE mira fim de pendências em 30 dias para analisar suspeitas de crime organizado
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, confirmou a medida ao informar que o tribunal pretende acelerar os julgamentos.
O ministro citou que a tarefa enfrenta dificuldades internas, com decisões sendo desfeitas por outros ministros. Ele também mencionou pedidos de vista dos autos que param deliberações.
Nunes Marques fala em “intensivão” após prisão de Márcio Canella e decisão do STF
Enquanto o TSE organiza o planejamento, a Polícia Federal prendeu na última quinta-feira, 17, o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil).
A prisão ocorreu por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes. Os investigadores apontam um esquema de lavagem de dinheiro com postos de gasolina e citam possíveis vínculos do deputado estadual eleito com o Comando Vermelho e com milicianos, incluindo Juracy Alves Prudêncio, conhecido como Jura.
O TSE também decidiu no último dia 13 limitar ataques entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno. O tribunal permitiu críticas com fatos concretos, mas considerou ilegítimo vincular os dois candidatos a faccionados sem comprovação.
Julgamentos devem focar também disputas eleitorais e limites a conteúdos sobre facções e milícias
A meta do presidente do TSE acontece no mesmo momento em que o tribunal liberou a exploração da proximidade de Flávio Bolsonaro com Adriano da Nóbrega, antigo líder do “Escritório do Crime”.
O TSE barrou conteúdos que ligavam diretamente o senador ao crime organizado e também impediu um vídeo que descrevia Lula como “protetor” do PCC e do Comando Vermelho.
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