Ministro Nunes Marques, do TSE, determinou que a Meta apresente em 24 horas um relatório técnico sobre o funcionamento do canal de WhatsApp “Exército do Lula”. A medida atende a um pedido ligado a uma disputa na reta final da eleição.
Decisão do TSE pede relatório técnico da Meta sobre atuação do canal no WhatsApp
Nunes Marques mandou a dona do WhatsApp, do Instagram e do Facebook enviar uma manifestação com relatório técnico sobre o canal “Exército do Lula”.
O ministro também exigiu comprovação de cumprimento do Plano de Conformidade apresentado à Justiça Eleitoral e a preservação de todos os registros dos dados do canal.
Pedido da campanha de Flávio Bolsonaro cita possível interferência em buscas no Google e redes
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu a medida na terça-feira, 20, afirmando que o canal seria usado para interferir nas tendências de busca do Google e das redes sociais.
O pedido cita buscas em massa por “Flávio miliciano”, “Flávio Ana Clara” e “Flávio Comando Vermelho”. A decisão também lista itens do relatório como “identificação de comportamento coordenado”, “análise dos padrões de engajamento e distribuição” e “rastreabilidade e circulação de conteúdos”.
Segundo a determinação, o Ministério Público terá mais 24 horas para opinar antes de o caso voltar ao gabinete do ministro para a tomada de uma decisão.
TSE já tirou o canal do ar e decisão agora passa por novo parecer
No dia 11 de outubro, o presidente do TSE tirou o canal “Exército do Lula” do ar pela suspeita de que disseminava notícias falsas sobre Flávio. A decisão foi revertida horas depois por liminar do corregedor eleitoral.
No dia seguinte, Nunes Marques mandou a área técnica analisar a existência dessas fake news, mas o órgão não as encontrou no canal. Depois, o ministro derrubou novamente e condicionou o retorno ao registro como veículo de propaganda eleitoral, e o canal ficou 48 horas fora do ar.
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