O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, resistiu nos últimos meses em instalar a CPI e a CPMI para investigar o caso do Banco Master, mesmo com pressões de governistas e opositores. O impasse volta ao centro do debate após novas revelações sobre um acordo envolvendo Daniel Vorcaro.
Pressão no Congresso não mudou a decisão de Alcolumbre sobre a CPI
Parlamentares da base governista e da oposição pressionaram para tirar da gaveta a CPI e a CPMI sobre o caso do Banco Master.
Em mais de uma sessão conjunta, Alcolumbre fez o que o regimento prevê, mas não leu os requerimentos que criariam a comissão parlamentar de inquérito.
Em maio, Alcolumbre disse que a leitura dos requerimentos é ato discricionário
Em maio, ele indeferiu questões de ordem sobre a não instalação do colegiado e afirmou que a leitura dos requerimentos cabe a ele como presidente do Congresso.
Ele disse que requerimentos de leituras de matérias devem ser objeto de despacho da presidência e que o momento da leitura é um ato discricionário da presidência da mesa do Congresso.
Revelação sobre pagamentos e reação: nota, STF e pedido de abertura
Nesta quinta, VEJA relatou detalhes da negociação do acordo de delação premiada de Daniel Vorcaro com a PGR e a Polícia Federal, com menção a um pagamento de 30 milhões de dólares ao chefe do Congresso, Davi Alcolumbre.
Alcolumbre negou em nota que tenha recebido valores de Vorcaro e afirmou que vai adotar medidas judiciais cível e criminal. A PF informou ao STF que rejeitou a segunda proposta de delação premiada e, diante da inércia de Alcolumbre, parlamentares acionaram o Supremo para mandar abrir a comissão.
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