ApexBrasil leva estudo à FAO e projeta redução de até 92,6% nas emissões da pecuária até 2050

Um estudo apresentado pela ApexBrasil na FAO projeta que a pecuária de corte do Brasil pode reduzir até 92,6% suas emissões até 2050, sem cortar a produção. O levantamento foi divulgado em Roma, durante a Quarta Sessão do Subcomitê de Pecuária do COAG.

FAO discute caminhos para produzir mais em transição para baixo carbono

O encontro reuniu representantes de governos, pesquisadores e especialistas para debater desafios ligados à produção de alimentos. A discussão aconteceu no cenário de transição para economias de baixo carbono.

O estudo apresentado pelo Brasil mostrou como tecnologias na produção pecuária podem atender a demanda mundial por alimentos e reduzir impactos ambientais.

FGV Agro e ApexBrasil apresentam projeções de descarbonização; Brasil fecha 2024 com 192,6 milhões de cabeças

A pesquisa “Trajetórias de Descarbonização da Pecuária de Corte no Brasil – 2025 a 2050” foi feita pelo Centro de Estudos do Agronegócio da FGV Agro. A apresentação coube à ApexBrasil, com parceria da ABIEC e da Missão do Brasil em Roma, vinculada ao MRE.

O levantamento projeta redução de até 60% nas emissões absolutas do setor. Ele também fala em “efeito poupa-terra”, com a produção crescendo e a área de pastagens caindo de 181 milhões para 160 milhões de hectares entre 2004 e 2024.

Segundo a ApexBrasil, o Brasil encerrou 2024 com o maior rebanho comercial do mundo, com 192,6 milhões de cabeças. O estudo aponta que 30,2% do território nacional fica com agropecuária e que 66,3% permanece coberto por vegetação nativa, sendo 33,2% desse total protegido por exigências legais em propriedades privadas.

De 60% a 92,6%: modelo cita Plano ABC+ e mantém produção em 2050

De acordo com a pesquisadora Camila Estevam, as tendências já feitas pelo setor reduzem em até 60% as emissões absolutas até 2050. No cenário de referência, a redução na intensidade de carbono chega a 80%, baixando de 80 kg para 16 kg de CO2 equivalente por quilo de carne.

Nos cenários mais ambiciosos com o Plano ABC+, a intensidade cai 92,6%, chegando a 5 kg. O estudo projeta manter a produção em aproximadamente 18,2 milhões de toneladas de carcaça em 2050 e reduzir a área de pastagens em mais 35%, com aumento de 31% no peso médio das carcaças, de 211 quilos para 277 quilos.

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