Após adesão ao Propag, governo do Rio mira renegociação de dívida de R$ 26 bilhões com bancos

O governo do estado do Rio de Janeiro assinou a adesão ao Propag e já busca um novo acordo: renegociar empréstimos que somam R$ 26 bilhões com bancos. A previsão do estado é que esse custo da dívida exija R$ 2,3 bilhões no segundo semestre e R$ 4,4 bilhões em 2027.

Mercês diz que dívidas com bancos têm custo alto e prazo curto

O secretário estadual de Fazenda, Guilherme Mercês, falou na Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa (Alerj). Ele disse que a nova missão do governo é tratar as dívidas com bancos e organismos multilaterais.

Segundo Mercês, essas dívidas “são muito caras” e têm “vencimento muito curto”. Ele mencionou o início das negociações com bancos do Brasil e bancos multilaterais.

Negociações incluem BID e Banco Mundial e seguem com objetivo de mudar prestação e prazo

Mercês explicou que a estratégia segue a lógica de quem tem dívidas: reduzir o valor da prestação e alongar o prazo de pagamento. Ele citou negociações com instituições financeiras e com bancos multilaterais, como o BID e o Banco Mundial.

O secretário afirmou que o Banco Mundial já topou ajudar. Ele disse que essa frente de trabalho se soma às outras ações do governo.

Adesão ao Propag reduz prestação mensal de R$ 490 milhões para cerca de R$ 113 milhões

O presidente Lula e o governador em exercício Ricardo Couto assinaram na última segunda-feira (22), no Palácio Guanabara, a oficialização do pacto de renegociação com a União, que supera os R$ 210 bilhões.

Com a adesão ao Propag, o estado passou a projetar redução na prestação mensal. Atualmente, o Rio paga aproximadamente R$ 490 milhões por mês por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Com o Propag, esse valor cairia para cerca de R$ 113 milhões por mês, com crescimento gradual ao longo de cinco anos.

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