Ativistas encontram boneco decapitado na Ilha Seca e dão nome de “Zé da Ilha Seca”

Dois ativistas ambientais encontraram um corpo decapitado na areia da Ilha Seca, na Baía de Guanabara. Eles se aproximaram e descobriram que era um boneco, que ganhou o nome “Zé da Ilha Seca”.

Da preocupação com crime ao susto com um boneco na Ilha Seca

Os dois ativistas desembarcaram primeiro quando o barco chegou à Ilha Seca, perto da Ilha do Fundão e da Ilha do Governador. O barqueiro ficou um pouco atrás.

A dupla parou ao ver a cena. Havia montes de lixo e um corpo decapitado jazia na areia, levando os dois a se aproximarem devagar.

Bruno Campos relata como o “corpo” foi identificado e o que pode ter motivado o boneco

Bruno Campos, de 32 anos, fundador da ONG Limpeza de Praias, disse que o medo era encontrar uma vítima de crime. Ele contou que várias histórias de corpos já eram conhecidas pelo grupo.

A cinco ou seis metros, os envolvidos respiraram aliviados. Era um boneco, de retalhos e bem feito, mas sem cabeça e sem extremidades dos membros.

Bruno relatou que existem histórias de bonecos na Baía de Guanabara, com versões diferentes sobre origem e uso. Ele também citou a ideia de bonecos usados por bandidos para passar impressão de segurança em pontos estratégicos.

“Zé” ficou como pegadinha e a ONG segue retirando lixo da baía

Segundo Bruno, o boneco ganhou nome, Zé, e por um tempo ficou postado estrategicamente atrás de uma árvore. Ele funcionou como pegadinha com ativistas que chegaram depois ao acampamento base.

Bruno disse que o destino do boneco não foi virar mascote. Ele pesava quase 14 quilos e o grupo evitou qualquer ideia por falta de segurança, já que não sabiam há quanto tempo ele estava exposto à poluição.

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