Um áudio em que Flávio Bolsonaro cobra patrocínio do dono do Banco Master ganhou destaque e aumentou a campanha do PT com o slogan “bolsomaster”. A Polícia Federal vai apurar possíveis ligações entre os pagamentos e interesses políticos.
Termo “bolsomaster” foi criado por Paulo Pimenta para puxar a campanha petista
Até a última quarta-feira, 13, porta-vozes do Partido dos Trabalhadores e do governo Lula tentavam associar o escândalo do Banco Master à figura do senador Flávio Bolsonaro. Eles faziam isso com publicações em redes sociais e um organograma de aliados do pré-candidato do PL à Presidência e de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O deputado Paulo Pimenta, ex-chefe da Secom e hoje líder do governo na Câmara, criou o termo “bolsomaster” como slogan dessa campanha.
Áudio do “Zero Um” entra no centro do debate e mira pagamentos ligados ao Master
A revelação do áudio do Zero Um cobrando dezenas de milhões de dólares de patrocínio do dono do Master movimentou a militância do PT. A gravação virou base para a narrativa de ligação com a maior fraude bancária da história do país, embora o texto diga que o áudio, sozinho, não mostra suspeita imediata de crime.
A Polícia Federal deve investigar se apoio financeiro de 134 milhões de reais no plano original e pagamento efetivo de 61 milhões de reais, segundo o Intercept Brasil, teve contrapartida política. Outra linha é apurar se dinheiro enviado por uma empresa ligada a Vorcaro para um fundo no Texas serviu para manter o ex-deputado Eduardo Bolsonaro em autoexílio.
Publicações do PT dispararam nas 24 horas após a divulgação do áudio
Nas 24 horas seguintes à revelação do áudio, perfis ligados ao PT nas redes sociais publicaram 172 posts sobre o episódio, conforme monitoramento do instituto Democracia em Xeque.
O caso segue na investigação, que deve avaliar os caminhos do dinheiro e eventuais relações com Flávio Bolsonaro.
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