Bombeiros brasileiros que atuam no socorro aos sobreviventes do terremoto na Venezuela enfrentam a busca por possíveis vítimas ainda presas nos escombros. O trabalho ganha força depois dos primeiros resgates nas áreas de mais fácil acesso.
Busca agora mira vítimas em áreas difíceis dentro de prédios colapsados
O tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert, líder da equipe do Corpos de Bombeiros do Paraná enviada ao país, disse que as equipes internacionais fazem um trabalho mais técnico e demorado.
Segundo ele, as vítimas superficiais normalmente já foram retiradas pelas equipes locais, e a missão entra numa fase de busca técnica no interior das edificações colapsadas.
Paraná enviou 10 bombeiros e dois cães; missão reúne 44 brasileiros
O Paraná enviou dez bombeiros militares e dois cães de busca.
Ao todo, 44 brasileiros embarcaram na missão, incluindo bombeiros, equipes de apoio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e profissionais da área da saúde.
Antes de entrar nas estruturas colapsadas, as equipes estabilizam e escoram os escombros para reduzir o risco de novos desabamentos e seguem atentas a tremores secundários.
Trabalho em turnos de 12 horas em La Guaira e coordenação pela ABC
Na região de La Guaira, no litoral venezuelano, os profissionais trabalham em turnos operacionais de 12 horas, com paradas apenas para hidratação.
A missão brasileira é coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), e atua em uma das áreas mais afetadas pelo desastre, com cerca de 30 equipes internacionais nas operações.
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