A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, defendeu o novo tarifaço anunciado pelo governo de Donald Trump e voltou a criticar o Brasil nesta sexta-feira, 17. Ela ligou as medidas a acusações contra práticas comerciais do país.
Disputa comercial ganha força com críticas públicas de Brooke Rollins
Rollins fez a declaração em publicação nas redes sociais. Ela disse que, “há anos, o Brasil coloca os agricultores e produtores americanos em desvantagem” por práticas que chamou de “desleais”.
A fala da secretária entra no clima de tensão diplomática entre os dois países. Na mesma semana, autoridades brasileiras e americanas trocaram acusações sobre as tarifas.
Tarifa de 25% começa em 22 de julho e segue investigação da Seção 301
O governo dos Estados Unidos anunciou na quarta-feira que vai aplicar uma tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras a partir de 22 de julho. A medida vem depois de uma investigação que cita práticas do Brasil consideradas prejudiciais aos interesses americanos.
A tarifa foi justificada pela chamada Seção 301. O texto cita favorecimento ao Pix, acesso ao mercado de etanol, além de problemas ligados à corrupção e ao desmatamento.
Rollins também citou a “tarifa desleal de 18%” que o Brasil impôs ao etanol americano. Ela afirmou que a medida reduziu as exportações de etanol dos EUA para o país em mais de 87% desde 2018.
Chanceler Mauro Vieira responde a Marco Rubio e fala em ações no exterior
Na quinta-feira, o chanceler Mauro Vieira rebateu declarações do secretário de Estado americano, Marco Rubio, sobre as tarifas. Vieira disse que as falas foram “inaceitáveis e ofensivas” e afirmou que Lula “se empenhou pessoalmente” para abrir canais de negociação.
O governo Lula declarou que o dia 15 de julho “passará para a história” e abriu trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade. O governo também disse que vai levar o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC).
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