Caiado entra na disputa e mira eleitorado evangélico ao propor anistia

Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD à Presidência em 2026, entrou na corrida e elevou a tensão na direita ao defender anistia e buscar apoio evangélico. A disputa agora ganha mais um nome para enfrentar Flávio Bolsonaro.

Com proposta de anistia e apoio evangélico, Caiado altera a briga na direita

No programa Os Três Poderes, Robson Bonin, Mauro Paulino e Laryssa Borges analisaram os primeiros passos de Caiado na disputa presidencial.

Os comentaristas apontaram que a estratégia do governador goiano pode embaralhar o cenário para Flávio Bolsonaro.

Anistia “ampla, geral e irrestrita” e aposta do PSD em um cenário alternativo

Caiado disse: “Meu primeiro ato vai ser exatamente a anistia ampla, geral e irrestrita”. O tema aparece como uma bandeira ligada ao bolsonarismo.

Paulino comentou que a linha de Caiado cria uma “estrada muito paralela” em relação a Flávio, o que dificulta diferenciar os dois nomes.

Bonin afirmou que o movimento também pode refletir uma aposta interna do PSD em ocupar espaço se a candidatura de Flávio enfraquecer por desgastes políticos.

Apoio de Samuel Ferreira e o dilema de Caiado não virar “caixa de ressonância”

Caiado avançou sobre o eleitorado evangélico com o apoio do bispo Samuel Ferreira, líder da Assembleia de Deus Madureira. Paulino disse que “esse público vota preferencialmente em Flávio Bolsonaro” e citou que os evangélicos têm cerca de 30% do eleitorado.

Os comentaristas também destacaram o desafio de Caiado construir uma identidade própria. Laryssa disse: “O dilema é que ele não pode ser só uma caixa de ressonância do Flávio”.

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