Campanha ao Senado leva parentes para chapas; veja exemplos em pesquisas

Levantamento divulgado por VEJA mostra que chapas ao Senado nas primeiras posições nas pesquisas têm parentes entre titulares e suplentes para as eleições de outubro. O tema ganha força porque o suplente pode assumir a cadeira durante o mandato.

Suplente pode assumir cadeira e família aparece em chapas que lideram pesquisas

VEJA afirma que, ao menos quinze chapas, entre as que estão nas duas primeiras posições nas pesquisas, são formadas por parentes.

O texto destaca que essa estratégia vai na contramão do que ficou mais comum nos últimos anos: não é só levar gente conhecida, mas manter espaço político dentro da família por oito anos em Brasília.

Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e Helder Barbalho aparecem com parentes nas listas

Entre os exemplos citados está a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), com o irmão Diego Torres Dourado (PL) como primeiro reserva.

No Distrito Federal, VEJA menciona a deputada Bia Kicis (PL), que terá como substituto imediato o filho Samuel Kicis. No Pará, o ex-governador Helder Barbalho (MDB) colocou o pai, o senador Jader Barbalho (MDB), como número 2 na chapa.

O levantamento também cita o senador Ciro Nogueira (PP-PI), cuja mãe Eliane Nogueira (PP) foi suplente e assumiu o cargo entre 2021 e 2022, quando ele foi ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro. O texto ainda menciona que o irmão Raimundo Nogueira entrou na suplência para este ano, além da repetição da dobradinha do senador Eduardo Braga (MDB-AM) com a esposa Sandra Braga em 2026.

História do suplente e proposta no Senado para barrar parentes no cargo

Dos 81 senadores atuais, 34 já deram espaço ao reserva, o que representa 42% do total, segundo o texto. O artigo lembra que o suplente entrou com a Constituição de 1946 e que depois houve mudanças, como a criação de dois suplentes em 1977.

O texto cita ainda uma proposta que tramita no Senado desde 2023, do senador Fabiano Contarato (PT-ES), que torna inelegíveis cônjuge, companheiro e parentes em linha reta até o terceiro grau, e diz que a proposta espera relator desde 2023.

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