Caso Lulinha: PF mira tráfico de influência e cita esquema no Ministério da Saúde

A Polícia Federal investiga um esquema de tráfico de influência que teria envolvido Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger. As apurações aparecem em um inquérito sigiloso e ligam o grupo a tentativas de interferir em decisões do governo.

Operação Sem Desconto abre caminho para novas suspeitas envolvendo a Saúde

Em abril do ano passado, a PF fez a primeira fase da Operação Sem Desconto. A ação investigou uma quadrilha com empresários, servidores públicos e lobistas.

O caso ganhou destaque ao envolver idosos e aposentadorias. Mesmo com a criação da CPMI, as investigações seguiram com novas apurações.

Quebra de sigilo e mensagens citam núcleo com Roberta, Lulinha e Fernando Bittar

No início do ano, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a quebra do sigilo telemático de Roberta Luchsinger. Com isso, a PF acessou mensagens e documentos guardados em nuvem.

A PF diz que as comunicações mostram um núcleo de atuação permanente e coordenada com Roberta Moreira Luchsinger, Fabio Luis Lula da Silva e Fernando Bittar. No relatório, os delegados apontam indícios de corrupção e tráfico de influência.

As mensagens também tratam de negociações ligadas ao canabidiol e ao Ministério da Saúde. A PF registra que a atuação do grupo incluiria pressão para que a pasta avançasse em etapas do projeto.

Investigação cita valores, grupo de WhatsApp e envolvimento em outras áreas do governo

A PF relata que, em conversas anexadas ao inquérito, Roberta cita planos de “costuras políticas” via Palácio do Planalto. A investigação também mostra um grupo de WhatsApp chamado “Musaranhos”.

A apuração ainda coloca Lulinha no radar por suspeitas de usar influência na Dataprev. A PF cita mensagens sobre tentativa de interferir em regras que tratavam de descontos em folha para aposentados.

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