Centro do Rio concentra locações de escritórios Classe A no 2º trimestre de 2026

Um levantamento da Cushman & Wakefield mostra que todas as grandes locações corporativas registradas entre abril e junho de 2026 aconteceram no Centro do Rio. O dado coloca a região como principal destino para empresas que ampliaram ou transferiram operações.

Centro do Rio concentra todos os grandes contratos corporativos de abril a junho

No segundo trimestre de 2026, contratos somaram 22.971 metros quadrados de área locada. As negociações ficaram 100% concentradas no Centro da capital.

O trimestre também impulsionou a absorção líquida, que mede a diferença entre áreas ocupadas e devolvidas ao mercado. O indicador chegou a 15.186 metros quadrados, acima do registrado no primeiro trimestre do ano.

Contratos somam 22.971 m², com alta na absorção líquida e foco em tecnologia e setor financeiro

Dos 15.186 metros quadrados de absorção líquida, 17.572 metros quadrados foram registrados apenas no Centro. A consultoria atribui a força do mercado à maior oferta de edifícios de alto padrão, a valores mais competitivos e à localização estratégica.

As empresas de tecnologia lideraram as ampliações, com 10.232 metros quadrados em novas locações. O setor financeiro aparece em seguida, com 8.252 metros quadrados contratados.

Entre os maiores negócios do período está a locação de 6.872 metros quadrados pelo Nubank no edifício Vista Mauá. A Dataprev contratou 6.615 metros quadrados na Torre Leste e 3.617 metros quadrados na Torre Oeste do Ventura Corporate, enquanto a Wilson Sons ocupou 2.494 metros quadrados na Torre Almirante.

Preço por metro quadrado fecha o trimestre em R$ 79,11 no Rio e R$ 82,39 no Centro

Mesmo com o aumento da demanda, os valores pedidos pelos proprietários ficaram praticamente inalterados. O preço médio dos escritórios Classe A e A+ no Rio fechou o trimestre em R$ 79,11 por metro quadrado ao mês.

No Centro, o valor médio foi de R$ 82,39 por metro quadrado, e a Zona Sul manteve a média mais alta, de R$ 160 por metro quadrado. O estudo considera apenas edifícios Classe A e A+ e acompanha os submercados Centro, Porto, Cidade Nova, Orla, Barra da Tijuca e Zona Sul.

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