O Iphan registrou o Choro como Patrimônio Cultural do Brasil em 29 de fevereiro de 2024. O reconhecimento vale para todo o país e mantém vivas rodas, encontros e a transmissão de conhecimentos entre músicos.
Registro pelo Iphan destaca o Choro como forma viva de tocar e aprender
O Choro nasceu no século XIX e segue presente hoje em diferentes regiões do Brasil.
O reconhecimento foi feito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A inscrição aconteceu no Livro das Formas de Expressão e tem abrangência nacional.
Rodas, improviso e aprendizado na convivência marcam o jeito do Choro
Nas rodas, os músicos acompanham uns aos outros, improvisam e constroem coletivamente uma interpretação que pode mudar a cada encontro.
O bem cultural reúne modos próprios de tocar, aprender, criar e compartilhar música. Parte do aprendizado acontece por oralidade, observação e convivência.
A formação costuma aparecer como “regional”, com instrumentos como violão de sete cordas, cavaquinho, pandeiro, bandolim, flauta e clarinete, com variações possíveis. Ornamentações e variações aparecem durante a execução.
Brasília também entra na história com rodas desde a década de 1960
Em Brasília, as primeiras rodas de Choro registradas na capital remontam à década de 1960, quando músicos se encontravam em residências.
Anos depois, em 2008, o Clube do Choro de Brasília foi registrado como Patrimônio Cultural do Distrito Federal. O pedido envolveu pesquisa, documentação, mobilização das comunidades e análise técnica até chegar à decisão do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em 2024.
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