O jornal argentino Clarín publicou uma reportagem, na sexta-feira, 30, com detalhes da saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil e da viagem até os Estados Unidos após ele perder a eleição para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A matéria descreve uma operação com carros, jatos e ações em aeroportos, feita para retirar Flávio sem que o paradeiro fosse identificado.
Jornal argentino descreve operação para tirar Flávio Bolsonaro sem identificar paradeiro
Segundo o Clarín, a viagem até Miami aconteceu com uma estrutura logística para dificultar o reconhecimento de quem estava no transporte. A reportagem diz que a equipe usou rotas e veículos diferentes durante o deslocamento.
A matéria aponta que houve apoio de governos estrangeiros e que a operação envolveu ações em aeroportos, com mudanças de procedimentos e circulação controlada no local de embarque.
Seis carros e jatos: rotas terrestres, Gulfstream e Learjet em datas de 26 a 28
O Clarín relata que seis veículos deixaram, em sequência, a residência da família em Brasília. A estratégia teria sido confundir monitoramentos e dificultar a identificação do carro que levava Flávio, a mulher e as duas filhas.
A reportagem afirma que o grupo percorreu por terra mais de 1.600 quilômetros até a região de Foz do Iguaçu, na fronteira com a Argentina, em uma viagem que teria exigido mais de vinte horas de estrada.
O Clarín também descreve pelo menos três jatos particulares, com destaque para um Gulfstream IV de matrícula argentina LV-JQW, que partiu do aeroporto de San Fernando na noite de segunda-feira, 26, e ficou no local até a madrugada de quarta-feira, 28. A reportagem cita ainda um Learjet 45 de matrícula LV-JZQ, que pousou em terça-feira, 27, e voltou a Buenos Aires horas depois.
Agentes em Puerto Iguazú e resposta de Marco Rubio: prazo de 13 de novembro
De acordo com o Clarín, agentes ou representantes americanos atuaram no aeroporto de Puerto Iguazú, coordenaram embarque e afastaram temporariamente funcionários da Polícia de Segurança Aeroportuária, da imigração e da alfândega argentinas.
Já o The New York Times citou Jason Miller como responsável por organizar parte da logística do voo. O secretário de Estado Marco Rubio negou que o governo dos Estados Unidos tenha facilitado a saída e disse que só autorizaria a entrada se Flávio chegasse a um posto de imigração, com menção ao parole. O Clarín informa que Rubio deve responder aos questionamentos no Congresso dos Estados Unidos até 13 de novembro.
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