O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) criou medidas para enfrentar a violência e a falta de mulheres negras no Judiciário. O órgão citou dados do Painel de Monitoramento Justiça Racial e mudou programas de formação e regras de julgamento.
CNJ destaca números de racismo e quer aumentar a diversidade na magistratura
O Conselho diz que existe racismo estrutural no ecossistema jurídico.
O CNJ vinculou a discussão à baixa presença de mulheres negras nos cargos de decisão.
4.902 processos por racismo no 1º semestre e bolsas com a FGV selecionaram 84 bolsistas
Segundo o Painel de Monitoramento Justiça Racial do CNJ, foram registrados 4.902 processos relacionados ao racismo nos primeiros seis meses do ano. O levantamento inclui casos de intolerância e injúria racial.
Dentro dessas ações, 56% das vítimas são mulheres. Já a magistratura tem apenas 5% de mulheres negras.
O CNJ também executa estratégias de inclusão com bolsas de estudo para candidatos negros e indígenas. Em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o programa selecionou 84 bolsistas na segunda edição, com 36 mulheres.
Protocolos interseccionais e mutirões entram na lista de ações do CNJ
O CNJ citou a criação de novos protocolos de julgamento com perspectiva interseccional, para considerar as sobreposições de preconceitos de gênero e raça na aplicação da lei.
O órgão também apontou a realização de mutirões processuais e o próprio Painel de Monitoramento Racial como mecanismos de autocrítica para apoiar decisões e buscar uma composição mais parecida com a diversidade social do país.
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