Com Jair Bolsonaro preso, vários parentes tentam entrar nas eleições gerais de 2026. A Justiça, as pesquisas e até as brigas dentro do grupo viraram obstáculos para esses nomes.
Família Bolsonaro mira vagas em 2026 enquanto inelegibilidade de Jair muda o jogo
Em 2026, mais integrantes da família Bolsonaro do que em anos anteriores disputam as eleições gerais. O plano envolve registros oficiais das candidaturas nas próximas semanas.
O grupo tenta aproveitar a força de votos ligada ao bolsonarismo e preencher espaço político deixado pela inelegibilidade de Jair Bolsonaro. Jair está condenado e preso por tentativa de golpe de Estado.
Michelle, Carlos e Eduardo esbarram em pesquisas, crise interna e risco de indeferimento
Michelle foi apontada como presidenciável após a inelegibilidade e a prisão de Jair. Ela também foi tratada pelo PL como candidata certa ao Senado pelo Distrito Federal, mas ficou em dúvida depois da crise com Flávio.
No Distrito Federal, levantamento do Paraná Pesquisas divulgado na última semana coloca Michelle numericamente em segundo lugar. A pesquisa aponta 23,9% de rejeição para o nome, maior índice entre os entrevistados.
No Senado por Santa Catarina, Carlos transferiu o domicílio eleitoral após sete mandatos na Câmara Municipal do Rio. A pesquisa mais recente do Instituto de Pesquisa Catarinense (IPC) o coloca entre os favoritos, em empate técnico com Caroline De Toni (PL) e Esperidião Amin (PP).
Em São Paulo, Eduardo saiu de favoritismo nas pesquisas para ficar praticamente fora do jogo eleitoral. Ele perdeu o mandato na Câmara por excesso de faltas, está perto de ser demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal e foi condenado a quatro anos de prisão pelo STF por tentativa de obstrução de Justiça.
Mesmo assim, o PL quer mantê-lo como primeiro suplente de André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo. A Justiça Eleitoral analisa titular e suplentes em conjunto e o registro pode ser indeferido.
Renato, Jair Renan e Rogéria buscam cargos em meio a incerteza na chapa pelo Rio
Jair Renan, vereador em Balneário Camboriú (SC), vai disputar sua primeira eleição à Câmara Federal. Renato, irmão de Jair Bolsonaro, tenta o mesmo cargo por São Paulo e o PL o vê como puxador de votos.
Rogéria Bolsonaro tenta chegar ao Congresso, mesmo que na suplência, em provável chapa liderada por Márcio Canella (União Brasil) para o Senado pelo Rio de Janeiro. A prisão do ex-prefeito de Belford Roxo por posse ilegal de um fuzil, em investigação da PF sobre corrupção, colocou a chapa em dúvida.
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