A crise interna no STF, com efeitos na Polícia Federal, fez a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva entrar em alerta. O governo petista adotou um tom de cautela para falar do tema.
Governo ajusta discurso para evitar nova briga pública envolvendo decisões do STF
O governo acompanha a escalada da crise no Supremo e vê impacto direto na PF. Por isso, pediu cuidado ao tratar do assunto publicamente.
Na conversa, ficou decidido que governo e campanha não farão ataques a André Mendonça. Também não vão defender explicitamente Alexandre de Moraes.
Fachin pode intervir após Mendonça afastar dirigentes da PF
A expectativa do governo é que Edson Fachin intervenha nos próximos dias para dar um desfecho ao embate entre André Mendonça e Alexandre de Moraes.
Lula e Fachin se encontraram no desfile de 7 de setembro. O magistrado teria garantido que trabalha para restabelecer a normalidade no Supremo.
Mesmo assim, Mendonça determinou nesta terça-feira o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, e do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa.
Lula teve dia de reuniões e AGU prepara recurso sobre o afastamento
Lula teve um dia agitado, com uma série de reuniões para tratar da crise. Ele também conversou com membros da campanha.
Em um dos encontros, presidente e ministros miraram o tom que a AGU apresentou horas depois em seu recurso contra o afastamento de Andrei do comando da PF. O texto afirma que a decisão de Mendonça seria uma prerrogativa privativa do chefe do Executivo.
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