Mais de 90 mil pessoas foram diretamente afetadas por um deslizamento de terra na região da fronteira entre Nepal e Tibete, informou a Cruz Vermelha nesta sexta-feira, 28. O desastre já deixou ao menos 538 mortos e quase 1.500 pessoas desaparecidas.
Deslizamento na cordilheira do Himalaia destruiu aldeias e complicou resgates
A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho estimou que a tragédia atingiu áreas na fronteira entre Nepal e Tibete, na cordilheira do Himalaia.
Segundo David Fisher, as equipes de resgate enfrentam dificuldades para chegar às regiões afetadas, com caminhões de suprimentos impedidos de avançar por causa do rompimento de um lago formado pelos detritos do deslizamento.
Número de mortos chega a 538 e autoridades falam em risco de novas inundações
Em Genebra, David Fisher disse que pelo menos 93 mil pessoas foram afetadas e estão em grande necessidade.
Fisher também afirmou que o temor de novas inundações aumentou. Ele disse que o deslizamento elevou o risco de mais água e sedimentos, e que a chegada dos resgates ficou mais difícil.
No Nepal, mais de 500 cidadãos estrangeiros estão entre as 826 pessoas desaparecidas. A China declarou que pelo menos 558 pessoas estão desaparecidas no lado tibetano da fronteira, incluindo pelo menos 260 estrangeiros.
OMS alerta para danos em unidades de saúde e risco de doenças após a tragédia
Tarik Jasarevic, porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou que seis unidades de saúde locais foram danificadas e oito profissionais estão desaparecidos.
A OMS também alertou para o risco de doenças infecciosas após o desastre, citando deslocamento, superlotação e interrupção dos serviços de água, saneamento e saúde.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.