Cuba registra 1.133 protestos em abril e denuncia repressão e campanha #MiFirmaPorLaPatria

Cuba teve 1.133 protestos em abril, segundo o Observatório Cubano de Conflitos (OCC), com relatos de repressão estatal e pressão para adesão à campanha #MiFirmaPorLaPatria. O levantamento saiu nesta terça-feira, 5, e mostra uma insatisfação que cresce no país.

OCC relata protestos em abril enquanto governo inicia campanha de “lealdade nacional”

O OCC informou que milhares de pessoas foram às ruas de Cuba ao longo de abril para reclamar do governo.

O relatório aponta que as manifestações aconteceram enquanto o regime socialista inicia uma campanha de “lealdade nacional”.

Números de março e abril mostram queda, mas com repressão mais forte e pressão por assinaturas

Em abril, foram 1.133 protestos em todo o país. Em março, o OCC registrou 1.245 mobilizações.

O OCC diz que a repressão estatal se intensificou e que Havana teria estabelecido toque de recolher em todo o país, usando força militar para controlar ruas, parques e bairros.

O relatório aponta 305 protestos como desafios diretos ao Estado cubano e cita pressão em locais de trabalho e centros educativos para que a população assine a campanha #MiFirmaPorLaPatria. Há denúncias de ameaças a quem se recusa.

Relatório cita atos repressivos e impacto em energia, água, alimentação, saúde e habitação

Como resposta ao número de mobilizações, Havana promoveu 176 atos repressivos, com prisões arbitrárias, intimações, interrogatórios e restrições à comunicação.

O OCC relata protestos ligados a cortes de energia e à falta de água, além de crise alimentar, com 153 protestos sobre energia e água e 130 sobre alimentação. O texto também aponta 61 protestos sobre falta de medicamentos, recursos, pessoal e deterioração de hospitais, e 19 mobilizações sobre habitação, com déficit de mais de 900 mil unidades habitacionais e relatos de desabamentos e despejos.

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