Cubanos aceleram chegada ao Brasil e passam a pedir refúgio em número crescente

Cubanos estão chegando cada vez mais ao Brasil e lideraram os pedidos de refúgio em 2025, segundo o Observatório das Migrações Internacionais. A rota mais comum passa pela fronteira norte e termina no Paraná, onde muitos tentam recomeçar agora.

Por que o Paraná virou destino de quem cruza a fronteira norte

José Ramírez, 57 anos, saiu do caminho que tinha na ilha e passou a trabalhar em uma empresa de refrigeração no estado. No relato dele, a falta de opções força quem quer sair a vender o que tem para pagar a passagem.

O movimento também aparece no destino final citado no estudo e na rotina de quem chega. Parte dos cubanos entra no país pela fronteira norte e segue para a capital do Paraná.

Dados apontam liderança cubana em 2025 e continuidade da onda em 2026

Em 2025, os cubanos assumiram a liderança nos pedidos de refúgio no Brasil, com cerca de 42​000 (55% de todas as solicitações). O número fica no dobro dos venezuelanos.

Em 2026, a tendência segue. A maioria entra pela fronteira norte e o caminho final é a capital do Paraná.

A viagem ocorre, em geral, com voo para a Guiana, que não exige visto, e depois travessia da Amazônia. A diretora regional da Organização Internacional para as Migrações (OIM), María Moita, liga a mudança ao endurecimento da política migratória americana.

Como o trajeto funciona e o que observar nos próximos meses

Segundo o relato, a rota inclui uma travessia irregular e arriscada da Amazônia. No mesmo contexto, aparece a troca de destino: mais gente abandona a Flórida, que era o destino preferencial.

O artigo também aponta que a crise na ilha caribenha se intensificou com o bloqueio, por Donald Trump, das importações de petróleo. No início do mês, o país registrou o sexto apagão nacional neste ano, com protestos nas ruas e panelaços.

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