Cúpula do Partido Comunista de Cuba discute reformas para ampliar setor privado e reduzir Estado

A cúpula do Partido Comunista de Cuba se reúne nesta quarta-feira, 17, para discutir um pacote de reformas que abre mais espaço para a iniciativa privada e mira atrair investimentos. A medida pode ser votada já na quinta-feira, 18, pela Assembleia Nacional.

Crise em Cuba pressiona reformas com foco em iniciativa privada e corte na máquina pública

O encontro acontece sob a pior crise econômica enfrentada pela ilha em décadas. O governo diz que as mudanças são para lidar com o agravamento da situação, com escassez de alimentos, combustível e medicamentos.

A crise também inclui apagões frequentes em várias regiões do país. A deterioração das condições de vida acontece junto com longos cortes de energia.

Reformas incluem abertura para mais setores privados, entrada de capital de cubanos do exterior e redução de ministérios

O presidente Miguel Díaz-Canel apresentou as medidas como as mais significativas dos últimos anos. As mudanças podem começar a ser aprovadas já nesta quinta-feira, 18, pela Assembleia Nacional.

Uma das propostas amplia as atividades permitidas ao setor privado. Desde 2021, Cuba autoriza a atuação de pequenas e médias empresas particulares, que passaram a ter um papel crescente na economia.

O plano prevê incentivos para a entrada de capital de cubanos residentes no exterior, com condições semelhantes às oferecidas a investidores estrangeiros. A proposta também reduz a máquina pública com a diminuição do número de ministérios e de funcionários estatais.

Estado continua com peso de 80% e governo cita embargo dos EUA e bloqueio petrolífero de Trump

Parte das medidas retoma promessas feitas antes, como mais autonomia para empresas estatais. O texto diz que elas respondem por cerca de 80% da atividade econômica cubana.

O governo cubano atribui grande parte da crise ao embargo dos Estados Unidos há mais de seis décadas e ao bloqueio petrolífero imposto por Trump em janeiro. O artigo afirma que as restrições dificultam acesso a crédito internacional, investimentos e fontes de financiamento, além de afastar empresas estrangeiras por receio de punições americanas.

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