29 parlamentares do Partido Democrata pediram que os Estados Unidos reconheçam publicamente o programa nuclear de Israel. O pedido foi encaminhado ao Secretário de Estado Marco Rúbio e ganhou força em meio à guerra contra o Irã.
Carta cobra fim do “silêncio” dos EUA sobre armas nucleares de Israel
A carta diz que Washington não explica por que mantém silêncio sobre o arsenal atômico israelense. O documento cita a guerra contra o Irã e a chance de escalada militar como motivo para a mudança.
Os congressistas também afirmam que o Congresso precisa ter informação sobre o equilíbrio nuclear no Oriente Médio. Eles apontam essa base como parte do planejamento de contingências para diferentes cenários.
The Washington Post publica o pedido e lista motivos para a mudança de postura
As informações sobre o programa de armas nucleares de Israel são descritas como segredo aberto desde a década de 1960. A divulgação saiu no jornal americano The Washington Post nesta terça-feira, 5.
Parte do governo do presidente Donald Trump discute falta de clareza sobre as “linhas vermelhas” de Tel Aviv. A preocupação citada envolve um limite menor para uma ofensiva nuclear israelense do que Washington teria avaliado antes.
A carta também levanta o tema de credibilidade. Segundo os parlamentares, os EUA buscam limitar o desenvolvimento nuclear de Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e, sobretudo, do Irã, mas não faz o mesmo com o programa israelense.
Pedido retoma acordo de 1969 e mira mudança na política de ambiguidade
A posição histórica dos Estados Unidos sobre o programa atômico israelense é ligada a 1969, quando Richard Nixon fechou um acordo informal com a primeira-ministra Golda Meir. No acordo, ficou definido que Washington aceitaria a ambiguidade nuclear de Tel Aviv e protegeria Israel do escrutínio internacional.
O texto menciona que agências de inteligência já conheciam o arsenal desde os anos 1960. A quebra do silêncio é tratada como uma mudança expressiva, ligada à frustração com baixas civis em conflitos no Oriente Médio, citando Gaza e Líbano.
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