O surto do vírus ebola na República Democrática do Congo (RDC) já é o de crescimento mais rápido da história conhecida do vírus. Até esta sexta-feira, 31, foram confirmados 3.360 casos e registradas 1.487 mortes.
Ebola se espalha em cinco províncias do leste da RDC
A doença atingiu cinco províncias no leste do país. A taxa de mortalidade fica em cerca de 45%.
O avanço ocorre por causa da variante Bundibugyo. As zonas de saúde de Bunia e Rwampara registraram de 100 a 150 novas infecções por semana.
Queda de controle e comparação com o pior surto entre 2018 e 2020
A crise supera em velocidade todos os 16 surtos registrados no passado. Os números já se aproximam do pior surto da história da RDC, ocorrido entre 2018 e 2020, quando 3.470 pessoas foram infectadas.
O professor Pierre Akilimali, do Instituto Nacional de Saúde Pública da RD Congo (INSP), disse que a insegurança ligada a conflitos armados, as atividades de mineração e a alta densidade populacional deixam o surto mais difícil. Ele também afirmou que ainda é difícil saber quando a doença vai chegar ao pico.
Governo reforça vigilância, amplia centros e testa vacina para Bundibugyo
O médico Justus Nsio, gerente de incidentes dos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças, apontou a detecção tardia como um problema. Ele disse que, quando a detecção é tardia, é preciso trabalhar muito para compensar o que foi perdido antes.
Para enfrentar a emergência, o governo congolês adotou reforço da vigilância com agentes comunitários, construiu mais de 20 centros de tratamento e instalou laboratórios locais para testes. O governo também iniciou ensaios clínicos para uma vacina específica contra a variante Bundibugyo, e a vizinha Uganda enviou especialistas para regiões fronteiriças de Tchomia e Kasenyi.
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