Um alto funcionário dos Emirados Árabes Unidos disse que a chance de os Estados Unidos fecharem um acordo com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz é de 50%. A reabertura aparece como prioridade, depois dos ataques que atingiram a região.
Gargash coloca reabertura de Ormuz como foco das conversas
Anwar Gargash, alto conselheiro do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Tamim bin Hamad Al Thani, falou em Praga durante a conferência de segurança Globsec.
Ele afirmou que espera que “não comecem novamente desta vez”. O funcionário também disse que o país abriga instalações militares americanas.
3.300 drones e mísseis: números citados após início da guerra em 28 de fevereiro
Gargash declarou que, desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra no Oriente Médio, os Emirados Árabes Unidos foram alvo de cerca de 3.300 drones e mísseis.
Ele disse que apenas 4% desses ataques atingiram seus alvos e citou o bloqueio naval feito por Washington contra portos iranianos.
Sem bomba atômica e negociações ligadas a “via navegável internacional”
O conselheiro afirmou que as negociações devem impedir que Teerã adquira armas nucleares e chamou isso de “a primeira” preocupação dos Emirados Árabes Unidos.
Gargash também disse que Ormuz deve voltar à operação normal e criticou um cessar-fogo que não inclua a reabertura, citando a “via navegável internacional”. Ele ainda declarou: “Observamos que o Irã é capaz de usar qualquer arma à sua disposição; isso é o que aprendemos com essa guerra”.
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