Empresa investigada na Operação Carbono Oculto tem contrato de R$ 168,8 milhões com a PM do Rio

Uma distribuidora alvo de buscas na Operação Carbono Oculto mantém contrato de R$ 168,8 milhões com o governo do estado para abastecer a frota da Polícia Militar do Rio. O caso envolve a apuração da estrutura financeira do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Operação Carbono Oculto mira estrutura financeira e empresa ligada ao contrato da PM

A Rede Sol Fuel Distribuidora foi alvo de buscas na Operação Carbono Oculto. A operação investiga a estrutura financeira do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Quase 1 ano depois da deflagração, a Polícia Militar do Rio afirmou que o contrato segue legal. A PM disse que vai abrir uma nova licitação para o abastecimento das viaturas.

Contrato assinado em março e vai até 2027 com quase 37 milhões de litros

O contrato de R$ 168,8 milhões foi assinado em março do ano passado, na gestão do então secretário Marcelo de Menezes Nogueira. Ele vale até 2027.

O acordo prevê o fornecimento de 32 milhões de litros de gasolina e mais de 4 milhões de litros de diesel S10. Isso soma quase 37 milhões de litros para os postos internos da corporação.

O valor prevê R$ 147,8 milhões para a gasolina e R$ 20,9 milhões para o diesel. O contrato não especifica quantos veículos serão abastecidos, e a PM tem cerca de 5 mil veículos.

PM e governo dizem ter licitação e preparam nova concorrência

A PM afirmou que a contratação é legal e que a empresa cumpriu as exigências do edital e da legislação. A corporação disse que o acordo ocorreu antes da divulgação de informações sobre investigações envolvendo a empresa.

Para não colocar em risco a continuidade do serviço, a PM informou que tem uma nova licitação em curso para garantir o abastecimento dos veículos. Já no começo deste ano, a Prefeitura do Rio suspendeu a contratação da Rede Sol para diesel da Mobi-Rio após as investigações.

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