Escudo das Américas cresce e Colômbia quer comandar operação com tropas dos EUA

O Escudo das Américas, lançado em março por Estados Unidos e parceiros da América Latina, aumentou as adesões em cinco meses e a Colômbia entrou com proposta de receber tropas e equipamentos americanos. A iniciativa mexe com a segurança na região e deve ganhar espaço na campanha eleitoral brasileira.

Programa EUA-Parceiros mira narcoterrorismo e acelera acordos na América Latina

O Escudo das Américas foi lançado em março para “obliterar o narcoterrorismo”. O texto diz que o plano une Estados Unidos e parceiros da América Latina para coordenar ações contra o problema.

Em cinco meses, as adesões subiram de doze para dezenove. A matéria cita a sucessiva eleição de governos de direita no continente como parte do avanço do programa.

Colômbia oferece território para central de comando e começa envio de tropas

A Colômbia foi a mais recente adesão. O recém-empossado presidente Abelardo de la Espriella ofereceu o país para ser a central de comando do projeto e receber tropas e equipamentos bélicos americanos no território.

O secretário de Defesa Pete Hegseth anunciou um primeiro envio de soldados, helicópteros Chinook e cargueiros Boeing C-17 à Colômbia. No Panamá, ele também falou durante visita e citou o combate a quem trafique drogas e ameace “o povo americano ou nossos parceiros”.

A matéria também registra ações no Equador, com Daniel Noboa abrindo operações contra chefões do tráfico com operação conjunta que envolve quase 80 000 integrantes do exército local e “assessores” americanos. Foram citados vários bombardeios contra o Comandos de la Frontera, grupo armado que atua pela Amazônia.

Reação no Brasil e disputas eleitorais começam a levar o tema às urnas

O assunto deve ter destaque na campanha eleitoral brasileira. O texto diz que o PT tenta apresentar adversários como ligados a Trump e a direita usa o discurso de linha-dura em segurança.

Candidatos citados elogiaram a classificação de PCC e Comando Vermelho como terroristas. O texto também afirma que 59% apoiam a classificação americana, enquanto 74% rejeitam uma intervenção direta.

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