Decisões recentes do governo americano estão mudando o jeito como Lula e Flávio Bolsonaro tratam pix, tarifaço e o PCC nos discursos. Um cientista político aponta que a ofensiva dos EUA virou peça da campanha de outubro.
EUA entram forte na corrida eleitoral brasileira com medidas ligadas a comércio e segurança
O cientista político Creomar de Souza, sócio-fundador da Dharma Politics, diz que as ações anunciadas em Mar-a-Lago ganharam espaço na estratégia de campanha dos dois candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de votos.
Souza afirma que a pauta de comércio do grupo republicano busca conversar com eleitorado interno dos Estados Unidos e atender a interesses econômicos americanos.
Classificação do PCC e do Comando Vermelho, mudanças diplomáticas e tarifa de até 37,5%
Os Estados Unidos anunciaram a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. O país também informou um deputado republicano ligado ao secretário de Estado Marco Rubio como futuro embaixador no Brasil.
Os EUA publicaram ainda conclusões de duas investigações sobre trabalho forçado e supostas práticas anticoncorrenciais. As apurações vão de pix a tarifas de exportação e venda de produtos falsificados na rua 25 de Março, com indicação de um tarifaço que pode chegar a 37,5% a determinados produtos brasileiros.
Souza diz que o discurso de soberania do Lula encontra limites na relação bilateral com os Estados Unidos. Ele também relaciona a mudança ao retorno de Donald Trump à Casa Branca.
Pesquisas vão medir impactos e tarifaço depende de aval de Trump
As propostas ligadas ao tarifaço ainda dependem de aval expresso do presidente Donald Trump. Souza afirma que a corrida eleitoral vai ser impactada pela velocidade das mudanças na relação dos EUA com a América Latina.
Pesquisas eleitorais vão a campo nos próximos dias para medir os efeitos da ofensiva de Trump nas intenções de votos de eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro.
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