O PCC e o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) passam a ser considerados pelos Estados Unidos como grupos terroristas a partir desta sexta-feira, 5. A mudança pode mexer com investigações e com o rastreio de dinheiro do crime organizado dentro dos EUA.
Classificação de terrorismo amplia poder dos EUA para agir contra facções
A reclassificação coloca PCC e CV como grupos terroristas. Com isso, os EUA passam a ter mais autonomia e poder para investigar e reprimir essas organizações.
A ideia citada no texto é tentar asfixiar a atuação internacional do crime organizado sem precisar seguir pela burocracia e pela diplomacia com o governo brasileiro.
Marco Rubio anunciou mudança; monitoramento mira lavagem com imóveis, empresas e transferências
A alteração foi anunciada na quinta-feira da semana passada pelo secretário de Estado Marco Rubio. Segundo o texto, ele fez a mudança um dia após se reunir com o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disse ter pedido a reclassificação ao presidente Donald Trump.
Com PCC e CV considerados grupos terroristas, as autoridades financeiras americanas ganham capacidade de rastrear e monitorar tentativas de lavagem do dinheiro nos EUA. O texto cita compra de imóveis e bens de luxo, abertura de empresas e transferências financeiras suspeitas.
O advogado Berlinque Cantelmo disse que o faturamento das facções pode virar ativos reais no exterior por meio da lavagem. Ele também afirmou que um órgão regulador do sistema financeiro americano, como o Fed, pode monitorar movimentações em instituições bancárias e que o governo e suas agências podem monitorar a abertura de empresas nos Estados Unidos.
CIA pode entrar nas investigações; texto diz que invasão militar não é indicada
O texto afirma que a classificação de grupos terroristas viabiliza a entrada da CIA, serviço de inteligência americano, nas investigações. Antes, segundo a matéria, esse tipo de trabalho ficava mais com o FBI, a polícia federal dos EUA.
Mesmo com mais autonomia americana, o advogado diz que o contexto não indica chance de invasão do Brasil por forças militares dos Estados Unidos. Ele aponta que só um cenário de guerra com ameaça direta à autonomia americana justificaria uma incursão.
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