Daniel Sikkema, ex-marido do galerista americano Brent Sikkema, foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos por planejar e pagar o assassinato dele no Rio de Janeiro. A sentença foi anunciada na quarta-feira 4 pelo Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York.
Condenação nos EUA ligada a crime em janeiro de 2024 no Jardim Botânico
Brent Sikkema foi morto a facadas em janeiro de 2024, no Jardim Botânico, na Zona Sul da cidade.
O caso levou a Justiça americana a afirmar que Daniel planejou e financiou o crime, com o uso de nomes de pessoas próximas para esconder a origem das transferências.
Daniel foi declarado culpado em maio e recebeu sentença na quarta-feira 4
Em maio deste ano, Daniel, de 56 anos, já tinha sido considerado culpado pelos crimes de homicídio por encomenda, conspiração para cometer homicídio por encomenda e conspiração para cometer um assassinato em outro país.
Segundo a acusação, Daniel contratou Alejandro Triana Prevez, um cubano que atualmente está preso no Complexo de Bangu. O julgamento do crime por encomenda está marcado para fevereiro de 2027.
A Justiça disse que o plano começou em 2023 e que Daniel fez 11 pagamentos destinados a Prevez e a um associado que estava em Cuba. O processo também apontou que ele usou, sem autorização, os nomes de amigos, funcionários e parentes para encobrir a origem das transferências.
Brent Sikkema tinha carreira em galerias nos EUA e deixou um filho
Brent Sikkema nasceu em 1948. Ele cresceu no estado americano de Illinois e estudou no Instituto de Arte de São Francisco.
O galerista fundou a Sikkema Jenkins & Co em 1991, com o nome de Wooster Gardens. A empresa é conhecida por representar artistas como Vik Muniz e Kara Walker. Ele deixou um filho.
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