O publicitário Eduardo Fischer, ex-marqueteiro da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), diz que ele pode encostar em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou até ficar à frente no primeiro turno. Ele cita a diferença atual e uma possível migração de votos de outros candidatos como fatores para essa mudança.
Fischer fala em “encostar” ou liderar no primeiro turno
Em entrevista ao programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, Fischer afirmou que a distância entre Flávio e Lula pode diminuir nas próximas semanas.
Ele disse que a mudança poderia acontecer caso eleitores de outros candidatos mudem de escolha conforme a eleição se aproxima.
Datafolha mostra 39% para Lula e 36% para Flávio no primeiro turno
Fischer fez essa avaliação no mesmo dia em que saiu uma nova pesquisa Datafolha. O levantamento aponta Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, com o mesmo percentual da rodada anterior divulgada em 11 de setembro.
Na pesquisa, Flávio oscilou um ponto para cima, de 35% para 36%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e a diferença entre os dois é de três pontos.
No segundo turno, Lula aparece com 46% e Flávio com 44%. Com a mesma margem de erro de dois pontos percentuais, os dois ficam dentro do mesmo intervalo estatístico.
Migração pode vir de eleitores de outros candidatos citados por Fischer
Fischer disse que parte dos eleitores que hoje votam em outros nomes pode migrar para Flávio. Ele citou Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury, que aparecem atrás de Lula e Flávio no cenário do programa.
Ele afirmou que a soma desses outros candidatos, que fica em torno de 15%, poderia cair e Flávio poderia aumentar sua participação no primeiro turno. Fischer também falou de uma projeção em que 70% desses eleitores migrariam para Flávio, dizendo que se tratava da própria estimativa.
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