Reajuste do Bolsa Família não deve mudar cenário eleitoral, diz ex-marqueteiro Eduardo Fischer

O publicitário Eduardo Fischer disse que o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo Lula dificilmente muda o cenário eleitoral faltando poucas semanas para o primeiro turno. Ele falou durante entrevista ao programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal.

Aumento do Bolsa Família é tratado como reação de campanha por Eduardo Fischer

Eduardo Fischer avaliou que o anúncio acontece num momento de pressão da campanha. Ele ligou a decisão ao período que falta para a eleição.

Fischer citou a alta de 15% no valor mínimo do Bolsa Família e relacionou o reajuste ao tempo restante da disputa presidencial.

Fischer: “Faltam duas semanas para eleição” e medida não cria votos novos

Na entrevista, Fischer afirmou: “Isso aí mostra um desespero. Faltam duas semanas para eleição”.

Ele também questionou quando o governo escolheu fazer a mudança e disse: “Ele devia ter feito isso o ano passado, no começo desse ano, não faltando duas semanas.”

Fischer disse ainda que o efeito do reajuste tende a ser limitado porque parte do público do Bolsa Família já apoia Lula. Ele afirmou: “Ele já está no Bolsa Família. O que ele está fazendo? Ele vai aumentar? Não, tudo bem. Mas eu já vou votar nele”.

Legislação eleitoral pode limitar mudanças no resultado na reta final

O ex-marqueteiro apontou que o governo tem pouco tempo para transformar anúncio em resultado eleitoral. Fischer disse que a legislação eleitoral cria restrições na divulgação de medidas e ações.

Ele afirmou: “Não vai dar tempo, não pode anunciar, ele não pode propagar. Ele não pode fazer nada, porque você tem lei eleitoral”.

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