Ex-secretária-geral acusa Gustavo Petro de maus-tratos e amplia crise na Colômbia

A ex-secretária-geral da presidência da Colômbia, Angie Rodríguez, acusou Gustavo Petro de maus-tratos e ameaças após denúncias de uma suposta rede de corrupção no governo. As falas entram no clima de crise política antes da saída de Petro do cargo em 7 de agosto.

Denúncias de corrupção e rompimento entre Rodríguez e Petro escalam tensão

Angie Rodríguez disse que fazia parte do grupo mais próximo de Petro e que a relação terminou no início deste ano.

Ela afirmou que uma estrutura irregular funcionava com conhecimento do presidente e buscava influenciar nomeações de altos cargos políticos.

Rodríguez cita Juliana Guerrero, recusa a indicações e mudança no tratamento

Rodríguez disse que a liderança do grupo era de Juliana Guerrero, de 24 anos, aliada de Petro e sem experiência política.

Ela declarou que se recusou a autorizar indicações, incluindo a nomeação de Guerrero para vice-ministra da Igualdade, depois de constatar que o diploma universitário apresentado era falso.

Rodríguez também contou que, após negar pedidos do presidente, passou a sofrer maus-tratos e afirmou que Petro teria chegado a ameaçá-la.

Petro nega e chama Rodríguez de “manipuladora”; posse de Abelardo de la Espriella é em 7 de agosto

Em resposta, Petro rejeitou as acusações e chamou Rodríguez de “manipuladora”.

Rodríguez disse à rádio Blu que o comportamento do presidente fez referência ao “passado na guerrilha” de Petro no M-19 e que ela teve problemas de saúde mental, com depressão e ansiedade. Petro vai deixar o cargo em 7 de agosto, quando o presidente eleito Abelardo de la Espriella será empossado.

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