A decisão de Donald Trump, nos Estados Unidos, de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas puxou debates sobre ameaças políticas no Brasil. O ex-secretário Nacional de Segurança Pública Mário Sarrubbo diz que não enxerga “narcoestado” no país e não vê chance de atentado do crime organizado contra candidatos à Presidência.
Classificação de “terroristas” nos EUA reacende discussão sobre facções na política
Com a decisão de Trump, surgiram perguntas sobre operação secreta de forças americanas, como militares ou a CIA, dentro do território brasileiro.
O tema também apareceu nas falas de candidatos à Presidência, com questionamentos sobre quanto grupos criminosos entram na política e na economia formal e sobre como combater isso.
Mário Sarrubbo diz que facções atuam de forma “discreta” no campo político
Mário Sarrubbo, que trabalhou no governo Lula até fevereiro, afirmou que o cenário brasileiro não se assemelha a um “narcoestado” e não mostra um poder público “de joelhos”.
Ele disse que o crime organizado no Brasil, especialmente a facção nascida em São Paulo, é “muito profissional” e mais “negocial”, com violência quando surgem brigas. Sarrubbo também declarou que as inserções das facções criminosas no campo político têm sido “muito discretas”.
Ele citou que o formato de atuação inclui células locais com muita autonomia, o que pode gerar ameaças, mas afirmou ser difícil imaginar uma ordem de assassinato partindo de chefões nacionais.
Ele rejeita ataque ligado ao crime na Presidência, mas aponta problemas em 2024
Sarrubbo disse que o quadro fica mais “cinzento” em eleições locais, como para vereadores, prefeitos e até deputados estaduais, por causa do objetivo de domínio territorial.
Ele mencionou 2024, citando vereadores que não podiam fazer campanha em determinados territórios e o crime atuando para que a população votasse em um nome de interesse. O ex-secretário concluiu que não vê “a possibilidade de um atentado ligado ao crime organizado contra os candidatos à Presidência”.
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