O Parlamento das Filipinas aprovou nesta segunda-feira, 11, o impeachment da vice-presidente Sara Duterte. A votação aprofundou a briga entre famílias políticas e pode atrapalhar a disputa por 2028.
Impeachment aprovado pela Câmara pode mudar o rumo político de 2028
O processo foi aprovado pela Câmara dos Deputados com apoio de 257 parlamentares. Outros 25 votaram contra e nove se abstiveram.
A discussão ganha peso porque a Constituição filipina impede Marcos de disputar um novo mandato consecutivo. Sara vinha sendo citada como principal candidata para sucedê-lo em 2028.
Acusação cita enriquecimento ilícito, mau uso de recursos e ameaças
Esta é a segunda vez que Sara Duterte é alvo de impeachment pela Câmara. No ano passado, ela conseguiu barrar um processo parecido depois que a Suprema Corte declarou o pedido inconstitucional por uma questão técnica.
A denúncia aponta enriquecimento ilícito, mau uso de recursos públicos e ameaças ao presidente Ferdinand Marcos Jr., à primeira-dama Liza Araneta-Marcos e ao ex-presidente da Câmara. A vice-presidente nega todas as acusações.
Senadores vão julgar e podem afastar a vice-presidente
O próximo passo será um julgamento conduzido pelos senadores, que vão atuar como jurados. Se for considerada culpada, Sara pode perder o cargo e ficar inelegível para eleições futuras.
Antes da votação, uma mudança no Senado substituiu o presidente da Casa por Alan Peter Cayetano. Cayetano, aliado histórico da família de Sara, deve atuar como juiz responsável por conduzir o julgamento político.
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