O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta terça, 2, que enviou um ofício ao secretário de Estado dos EUA Marco Rubio pedindo que os EUA não imponham novas tarifas ao comércio com o Brasil. O pedido veio depois de um relatório do governo americano propor taxas de 25% sobre produtos brasileiros.
Pedido de Flávio Bolsonaro mira proposta americana de taxa de 25%
Flávio Bolsonaro declarou que encaminhou o ofício após a publicação do relatório do governo dos EUA que trata da possibilidade de tarifas sobre produtos do Brasil.
Na carta, ele cita o Pix como exemplo de prática desleal e usa o texto para reforçar o pedido para que os EUA não criam novos impostos sobre o comércio com o Brasil.
Ofício agradece classificação de PCC e CV e fala de Seção 301 e prazo em julho
Flávio afirma que agradeceu pela decisão de classificar as facções PCC e CV como grupos narcoterroristas. Ele diz que, no documento, pede que os EUA não imponham tarifas.
Ele escreve que a determinação citada como Seção 301 foi anunciada pelo representante de comércio dos EUA e que ainda não houve imposição de tarifa. Ele também menciona um processo de consulta pública e etapas técnicas antes de um prazo legal em julho.
No ofício, Flávio Bolsonaro aponta números ligados a endividamento e inadimplência no Brasil, como dívida bruta do governo geral acima de 80% do PIB, R$ 10,4 trilhões em abril e recorde de 81,7 milhões de brasileiros inadimplentes. Ele cita ainda que recuperações judiciais, que ele compara ao Chapter 11 dos EUA, chegaram a 2.466 empresas em 2025.
Senador tenta se desvincular da medida após foto com Trump
Depois de o governo dos EUA anunciar as possíveis novas taxas, Donald Trump compartilhou uma foto do encontro que teve com Flávio na última quarta-feira, 27.
Após o anúncio americano, Flávio tenta se desvincular da medida, que ganhou o apelido “Tariflávio” nas redes sociais.
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